Tendinite Calcária

A tendinite calcária éuma patologia dolorosa do ombro, na qual os tendões do manguito rotador são infiltrados por depósitos de cálcio. O tendão mais acometido é o supra-espinal, seguido pelo infra-espinal, subescapular e redondo menor.

Esse distúrbio acomete cerca de 10% da população, principalmente as mulheres, entre 30-60 anos. O lado mais acometido é o direito e em 10% dos casos é bilateral. A causa dessa patologia ainda é desconhecida, sugere-se uma causa vascular.

A boa notícia é que essa doença geralmente é autolimitada, ou seja, se resolve com o tempo. Normalmente ela segue um curso definido.

Fases

Fase 1: Pré-calcificação (assintomático)

Fase 2: Calcificação

– Fase de Formação: Forma-se o depósito de cálcio.

– Fase de Repouso: Depósito de cálcio bem delimitado.

– Fase de Reabsorção: Reabsorção do depósito de cálcio. Período extremamente dolorosa

Fase 3: Pós-calcificação: Tecido de granulação é substituído por colágeno. Dor desaparece.

Geralmente essa doença não causa muita dor no ombro, exceto na fase de reabsorção que é extremamente dolorosa e dá limitação da movimentação do ombro. Nas outras fases pode dar uma sensação que tem alguma coisa batendo dentro do ombro (sintomas de impacto).

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser confirmado com o RX, ultrassonografia ou ressonância magnética.

Tratamento

O tratamento inicial com fisioterapia (prevenção de rigidez), gelo local e analgésicos ou anti-inflamatórios é bem sucedido na grande maioria dos casos (> 70%). Caso apresente uma dor muito intensa pode ser feita uma infiltração local com anestésico ou corticóide, porém os resultados são controversos.

Quando não observamos nenhuma melhora após um período se 6 meses pode-se pensar em um tratamento mais invasivo. Antes de realizar qualquer procedimento cirúrgico deverá conversar com o seu médico, pois devemos individualizar cada caso.

As opções são:

– Aspiração guiada por USG: pode ser realizado, principalmente em pacientes com depósitos segmentados e com contornos mal definido

– Artroscopia: é a técnica preferida. Indicada principalmente em depósitos grandes e bem delimitados. No mesmo procedimento pode ser necessário realizar o reparo do manguito rotador e a descompressão subacromial. Ao final do procedimento é comum ter calcificação residual, porém não interfere no resultado final.

– Ressecção aberta

No pós-operatório é necessário ficar de tipóia. A reabilitação depende da realização ou não do reparo do manguito rotador.

Complicações

As complicações do procedimento podem ser: capsulite adesiva/ombro congelado, recorrência e persistência da dor.

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